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Spiceee manda:

o hypertexto, portanto, também vale-se de um contrato subliminar entre quem escreve e quem lê. quem escreve garante que o documento-alvo do hyperlink tem a ver com que está escrito, quem lê o texto e segue o hyperlink espera encontrar no documento-alvo algo que expanda o significado daquilo que está sendo lido.

agora com essa corrida à monetização, que me parece algo idiossincraticamente nacional, blogs sérios estão quebrando esse contrato de confiança do leitor, inserindo no texto dos posts, sem pudor ou critério, hyperlinks para lojas online que pouco ou nada têm de relação com o conteúdo deles ou simplesmente com as palavras que estão denotadas como link.

isso é gravíssimo, pois dessensibiliza quem lê o texto a usar a ferramenta mais básica da web, que é a navegação de link a link. da mesma forma, desabilita quem escreve o texto porque não se tem o mesmo poder nas mãos de enriquecer o que está sendo escrito com referências de outros blogs, wikis, reportagens.

Mesmo lembrando que da última vez que escrevi algo parecido (mas nem de longe tão direto e simples) aqui choveu pedra, revivo o assunto.

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