Faça bom uso do endereço de seu cliente

Considere o seguinte: Um consumidor entra em contato com uma empresa por e-mail para receber orientações sobre determinado produto. A empresa, por meio de um funcionário bem capacitado, prontamente responde a pergunta do consumidor e o orienta naquilo que estava precisando.

Quando o consumidor recebe a resposta, é excelente, né? Sim. Seria excelente se a coisa parasse por aqui.

Em primeiro lugar, é preciso esclarecer: “Por quê parar por aqui?”  Bem, é preciso parar por aqui pois em nenhum momento houve a abertura para uma ação de relacionamento. A não ser que a resposta da empresa tivesse uma tagline do tipo “Se você quiser manter-se atualizado sobre as novidades acerca do produto/linha XYZ, assine nossa newsletter!”. Mas este não é o caso. Mais a mais, a empresa teria que estar num ponto de desenvolvimento de suas ações de comunicação bem à frente do que relato neste post. Por isso, a coisa seria mais do que excelente se parasse por aqui. O consumidor enviou uma pergunta e recebeu uma resposta. Ótimo!

Mas, não. O excelente funcionário que respondeu a pergunta do consumidor acabou por adicioná-lo a seu catálogo de endereços.

Assim sendo, basta somar 1+1 para concluirmos que o consumidor que uma vez mandou uma mensagem para a empresa pedindo mais informações sobre um determinado produto, além de receber a resposta, também recebeu outras coisas que não desejava.

Ao que tudo indica, a estação de trabalho do tal funcionário parece estar infectada por algum cavalo de tróia e/ou worm, que acabou por enviar uma mensagem com links para arquivos muito suspeitos disfarçados de chamadas para visualizar uma “charge do Uol”.

Isso aconteceu (bem, está acontecendo) comigo. Suspeito que o referido profissional utilize o Outlook Express para gerenciar suas mensagens. Sua intenção deve ser a melhor de todas, mas ele, sem saber, deve ter deixado habilitada a opção default do referido software de adicionar automaticamente ao catálogo de endereços todos aqueles que lhe enviam mensagens.

Moral da história: de boas intenções, o inferno está cheio.

Conclusão: Procure fazer bom uso do endereço (e de todos os dados) de seu cliente.

Não citarei a empresa pois a resposta que recebi do referido funcionário foi rápida, eficiente e útil. Acredito na hipótese de este ser uma pessoa bem intencionada que quis ajudar mas desconhece que seu software cliente de e-mail executa estas traquinagens.

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